quinta-feira, 4 de agosto de 2011

“Homossexualidade: Idade Média x Contemporaneidade”

Aventurando-me pelas disciplinas do curso de História, tive a oportunidade de realizar um trabalho polêmico e amplo. Com o tema “Cidadania” em mãos, decidimos abordar a “Homossexualidade: Idade Média x Contemporaneidade” por estar cada dia mais presente na sociedade e por desafio a descobrir pessoas homofóbicas próximas de nós. Na disciplina Introdução ao Estudo da História, com a professora Katani Ruffato, reuni-me com meus colegas Cassiano Drey Ferreira, Cristiano Terra Alves, Leila Stangherlin da Silva e Priscila Bortolosso.
Para elaboração do trabalho foram feitas entrevistas com o são-marquense Pe. Jairo Grison de 65 anos de idade e 36 anos de ordenação e com uma pessoa homossexual que preferiu não se identificar. Além disso, colhemos depoimentos de um psicanalista e do Papa Benedito XVI. Antes de iniciar a apresentação fizemos uma enquete com 22 colegas que se dispuseram a participar de nosso trabalho respondendo “Você é a favor da homossexualidade?”. Para a nossa surpresa 17 pessoas confirmaram ser a favor (não ter preconceito) e 5 disseram que não são a favor da homossexualidade.

Instrumentos de tortura da Idade Média

Jornal e fotografias





 
Recebemos a imagem principal da professora Candice Kipper. A partir dela teríamos que montar um jornal com matérias de acordo com a imagem e as outras mais 5 fotografias que deveríamos fazer. Eu e minha colega Camila Melo trabalhamos juntas no jornal “Fofos e Travessos” para a disciplina de Introdução à Fotografia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

kitsch

O termo kitsch é originário da língua alemã e designa uma “desagregação da função estética”.
Em alemão, tem sua base na palavra kitschen, que designa o que é falso, cópia, reciclagem. Significa uma coisa que pretende passar por outra, ou seja, o que pretende passar por original.
A terminologia mais próxima está na linguagem da gíria, ou seja, o que se entende por brega, ou cafona. Mas esses termos, em português, na realidade não abrangem tudo o que o termo kitsch envolve, por isso mesmo, a terminologia utilizada continua sendo a alemã. É utilizada desde o século XIX.
O kitsch é um produto da arte de massa que tem por base a cópia, a falta de originalidade, o mau gosto, a imitação da obra de arte de forma simplória e barata e de aspectos estéticos consagrados pelo gosto do público. Também é usado para tudo que está fora do contexto.
É um produto da indústria cultural que tem por objetivo o consumo.
Jornal kitsch

Para a apresentação do trabalho valeu chegar à aula caracterizada com o tema proposto. E vejam só o resultado.



O jornal kitsch, chamado Ki Chic, foi desenvolvido por Alice Pellizzoni Lima, Camila Melo, Caroline Dall’Agnol, Estefânia Kroth e Lucas Soboleswki, na disciplina de Estética e Cultura das Mídias ministrada pela professora Kenia Pozenato.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Radionovelas


A primeira radionovela transmitida no Brasil aconteceu em 1º de junho de 1941, do cubano Leandro Blanco, adaptada por Gilberto Martins: “Em Busca da Felicidade”, que durou quase três anos, que ia ao ar nas manhãs de segunda, quarta e sexta. A novela foi veiculada no rádio para alavancar as vendas do creme dental Colgate-Palmolive da indústria americana. O público ouvinte a acompanhou pela PRE-8 Rádio Nacional do RJ.
"Em Busca da Felicidade"

Pela mesma emissora, a famosa radionovela chamada “O Direito de Nascer” teve autoria de outro cubano, Felix Caignet, traduzida e adaptada por Eurico Silva. Foi a radionovela de maior audiência que mudou a rotina carioca. Naquele horário os cinemas, teatros e outros lugares ficavam vazios para ouvir a novela.
Elenco de "O Direito de Nascer"

As novelas da Rádio Nacional caracterizavam-se sempre pela boa qualidade, não admitindo textos negativos, destrutivos ou indignos. Também não era permitido que o vocábulo amante aparecesse.
No mesmo ano, a PRA-5 Rádio São Paulo lançou “Fatalidade”, a primeira radionovela escrita por autor brasileiro, o jornalista e teatrólogo Oduvaldo Viana. Este escreveu mais de cem radionovelas.
No RS o grande nome do radioteatro foi Túlio Amaral, que entre outras escreveu “Acusação Injusta”, para o grande Teatro Farroupilha, da PRH-2 Rádio Sociedade Farroupilha de Porto Alegre.
Depoimento da são-marquense Acely Antônia Rizzon Toss, 76 Anos
“Lembro-me na época em que o rádio transmitia novelas, eu escutava 12 por dia na Rádio Nacional do RJ, na Tamoio do RJ, na Tupi de SP e na Farroupilha de Porto Alegre. Na Rádio Nacional eram famosas na época as novelas: ‘O Direito de Nascer’, ‘As Aventuras de Jerônimo’, ‘Raquel e os Dois Anjinhos’, ‘Neblina’, ‘Os Deuses Também Choram’, ‘Redenção’.Na Rádio Tamoio, às 18 horas, todos paravam para ouvir o locutor Júlio Lousada rezar a ‘Ave Maria’ e ‘Pausa para a Meditação’, onde lia carta de ouvintes aconselhando-os; à noite o programa famoso era o do Coli Filho chamado ‘Salão Grená’ onde eram lidas poesias seguidas de um tango ou de um bolero.Na Rádio Farroupilha, a novela de sucesso era ‘A Pequenina Cruz do Teu Rosário’, sendo que o locutor mais famoso era Ari Rego. A Rádio Nacional teve como locutor mais famoso César Ladeira que lia crônicas e fazia comentários bastante críticos, seu programa ia ao ar depois do Repórter Esso”.
Atores conhecidos que se destacaram pelas radionovelas: Paulo Gracindo, Eva Vilma, Carlos Zara, Mario Lago, Valter Foster, Tônia Carrero, Otávio Gabus Mendes, Anselmo Duarte, Oduvaldo Viana, Procópio Ferreira, Mara Rúbia, EtyFrazer, ZilkaSalaberry e Tony Ramos em início de carreira na novela “Antônio Maria”.
Cantores que se destacaram nos programas de Manoel Barcelos e César de Alencar: Linda e Dercy Batista, Emilinha Borba e Marlene, Aracy Monteiro, Aracy de Almeida, Inezita Barroso, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Orlando Silva, Erivelton Martins, Vicente Celestino e sua mulher escritora chamada Gilda de Abreu, Noel Rosa, Ari Barroso, Hebe Camargo e Bibi Ferreira.

Repórter Esso

“O PRIMEIRO A DAR AS ÚLTIMAS”
“TESTEMUNHA OCULAR DA HISTÓRIA”

O mais importante noticioso do rádio brasileiro foi o “Repórter Esso”, personificado pelas vozes de Heron Domingues, Roberto Figueiredo, Saint-Clair Lopes, Casimiro Pinto Neves, Dalmácio Jordão, Kalil Filho, Rui Figueira, Lauro Haggemann e Contijo Teodoro.

A primeira transmissão do Repórter Esso ocorreu em 1941, pela PRE-8 Rádio Nacional do RJ, na voz de Romeu Fernandes. Em SP, o Repórter Esso era transmitido pela Rádio Record PRB-9, que teve Artur Piccinini como seu primeiro locutor. O programa tinha exatos 5 minutos de duração e se caracterizou, inicialmente, como um serviço de informações internacionais da Segunda Guerra Mundial.

1944 – Houve um concurso para escolher a voz padrão do Repórter Esso, tendo como vencedor o gaúcho Antônio Salgado, que não estreou pela oposição de sua família. Em seu lugar foi convocado outro gaúcho, Heron Domingues. Sua estreia foi realizada no dia 3 de novembro permanecendo até 1962, 30 anos informando seu público. As notícias começaram a tomar forma no radiojornalismo através do programa Repórter Esso.
Heron Domingues

1945 – Heron estava tão obcecado em ser o primeiro a transmitir as notícias da Segunda Guerra Mundial que passou a residir nas dependências da Rádio Nacional PRE-8. Acampou no interior do estúdio aguardando o telegrama que diria ter chegado ao fim da grande guerra. Fez mais: gravou a notícia em fita magnética e mantinha o tape consigo esperando o momento exato para divulgá-lo. Passaram-se duas semanas e o telegrama permanecia ausente. Seu companheiro de trabalho o convenceu repousar em sua casa já que tudo estava calmo, e se necessário, havia o recurso da gravação. Meio a contragosto, Heron aceitou. E exatamente quando o mais acreditado radiofônico do país encontrava-se fora de seu posto, eis que chega a notícia: terminou a guerra.O reboliço foi tão grande que a equipe levou algum tempo para localizar a gravação de Heron.

Permaneceu 18 anos como Repórter Esso, até 1962, quando o locutor Roberto Figueiredo o substituiu. A presença de Heron Domingues agregou credibilidade ao noticioso, porque ele deu unidade e ênfase, timbre e a pontuação respiratória ao noticiário que o Esso veiculava. Junto com o Manual os locutores recebiam uma fita-modelo, elaborada por Heron Domingues, contendo orientações básicas,salientando-se a entonação, a postura ,o ritmo e o entusiasmo ao ler uma notícia.

O Repórter Esso não foi uma exclusividade brasileira. Desde 1935 já existia nos EUA, ao todo, 15 países do continente americano e 60 emissoras transmitiram o Repórter Esso.

Com o fim da Segunda Guerra,se encerra a primeira fase do Repórter Esso, pois o noticiário havia cumprido com os objetivos determinados originalmente como parte da Política da Boa Vizinhança, isto é, o de apoiar os aliados durante o conflito, pois ele surgiu exatamente com essa preocupação: a de defender as posições dos Aliados e a de vender a imagem de que tudo o que era americano era melhor, inclusive a filosofia capitalista dos EUA.
No dia 31 de dezembro de 1968, na voz de Roberto Figueiredo, o último locutor do Repórter Esso, numa situação inusitada e extremamente emocionado chora ao microfone narrando os principais fatos do período em que se manteve no ar.
Coube ao Repórter Esso uma missão importante também na área profissional, pois, sem dúvida, foi através dele que houve interesse pelo jornalismo, em especial pelo rádio.O Repórter Esso cumpriu sua missão num momento histórico decisivo, em que os programas radiofônicos e televisivos foram utilizados como arma de guerra pelos governantes. Por isso, permanece como objeto importante para o estudo da comunicação e da História, espelhando as características do seu tempo.

Locutor Orson Welles, 1938, EUA


A notícia de que marcianos haviam chegado à Terra e estavam em Nova Jersey foi transmitida com imenso realismo pela Rádio CBS ( Columbia Broadcasting System). Com uma voz grave, marcante, clara e convincente o locutor Orson Welles anunciava: “Atenção senhoras e senhores ouvintes... Os marcianos estão invadindo a Terra... Estão invadindo os Estados Unidos da América...”.

Após o anúncio desencadeou-se um pânico coletivo naquele país, provocando fugas, desmaios, juras de amor, arrependimentos, enfartos, suicídios e desconsertos que uma catástrofe dessa ordem provocaria.
Os EUA viveram momentos trágicos originados dos microfones da CBS na dramatização de “A Guerra dos Mundos”, a qual disputava audiência com a NBC. A extensão da tragédia foi tão grande que obrigou a CBS a retirar do ar aquelas transmissões, antes mesmo do seu final.

A seguir, Orson Welles fechou um contrato milionário com Hollywood para fazer dois filmes, com total liberdade para produzir, escrever os roteiros, dirigir e atuar.

Colaboradores da História Radiofônica

Roquette-Pinto
Considerado o pai da radiofonia no Brasil, Edgard Roquette-Pinto era professor, antropólogo, etnólogo, médico, poeta e compositor. Fundou em 1923, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro PRA-2. Em 1927, a PRD-5 Rádio Escola Municipal da Prefeitura do RJ, posteriormente Rádio Roquette-Pinto.

Assis Chateaubriand
Dono de um império jornalístico. Iniciou sua carreira jornalística escrevendo para a "Gazeta do Norte", o "Jornal Pequeno" e o "Diário de Pernambuco”. Agia social e empresarialmente com uma ética própria: chantageou empresas, publicou poesias de anunciantes e irritou inimigos. Apesar disso, teve relações cordiais (e interesseiras) com pessoas influentes, até mesmo com Getúlio Vargas. Com o tempo, Chateaubriand foi dando menos importância aos jornais e voltando sua atenção para o rádio e a televisão, sempre investindo em novas tecnologias. Na década de 1960, porém, o maior império das telecomunicações no país estava endividado. Chateaubriand sofreu uma trombose que o deixou paralisado e o fez comunicar-se através de uma máquina de escrever adaptada. Morreu em 1968.

Victor Costa
Victor Costa Petraglia Geraldini era "ponto"de teatro. Depois passou para o rádio, foi radioator e em seguida diretor de novelas, na famosa Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a única que era ouvida em todo o país. Sua garra e sua inteligência o alçaram, então, ao topo da emissora. E ele passou à Direção Geral. A Organização Victor Costa foi asegunda rede de comunicações do país, depois apenas das Emissoras e Diários Associados, de Assis Chateaubriand.

César Ladeira
César Rocha Brito Lacerda era locutor e produtor de rádio. Estreou como locutor na Rádio Record. Em 1933 chegava ao RJ para assinar contrato com a Rádio Mayrink Veiga como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados. Despertou o gosto dos ouvintes pela crônica, o editorial e o comentário difundiram programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes. Em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional.Participou ainda de alguns filmes brasileiros.